Os trabalhadores dos Correios devem retornar às atividades nesta sexta-feira (25). Ao julgar o dissídio coletivo apresentado pela estatal, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quinta (24) que a greve não foi abusiva e assegurou à categoria reajuste salarial de 4,09%, com efeitos retroativos a 1º de agosto.
O índice, calculado com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), também será aplicado aos benefícios vinculados aos salários, entre eles vale-refeição e bolsa-creche. Os dias de paralisação não poderão ser descontados dos empregados, mas a forma de compensar as horas poderá ser definida posteriormente.
O plano de saúde dos funcionários também foi analisado no julgamento. O TST autorizou que os Correios deixem de ser mantenedores do benefício e de assumir integralmente seus riscos. As regras atuais continuarão em vigor até a definição de um novo modelo.
Ao recorrer ao tribunal, a direção da empresa afirmou que a redução do número de trabalhadores prejudicava o atendimento, o transporte, o tratamento e a distribuição de encomendas. Segundo a estatal, essas etapas dependem umas das outras para manter a operação postal.
Além da retomada dos serviços, os Correios aguardam uma definição sobre um empréstimo de R$ 7 bilhões negociado com instituições financeiras e garantido pela União. No fim de 2025, a empresa havia contratado uma operação semelhante, de R$ 12 bilhões, para pagar dívidas e reorganizar suas atividades.

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