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Gaeco volta a fazer operação no interior; vereador afastado retorna ao cargo

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) voltou ao Município de Sidrolândia, nesta quarta-feira.

Uma viatura do Gaeco está na empresa Priscila Malhas, de propriedade de Priscila Depine. Ainda não há informação sobre a operação.

Vereador de volta

A juíza May Melke autorizou o retorno de Adavilton Brandão para a Câmara de Sidrolândia. Ela entendeu que não há motivos para manter o afastamento do vereador

Adavilton retorna ao cargo dois depois de a Câmara dar posse a três suplentes, no lugar dele, Cledinaldo Marcelino Cotócio e Izaqueu de Souza Diniz.

Foram empossados Itamar Souza (PSDB), Maria Fiúza (MDB) e Claesio Lechner (PSD). Com a volta de Adavilton, Maria perde o cargo. Maria é filha da vice-prefeita, Cristina Fiuza, que é uma das investigadas da Operação Dirty Pix, que levou ao afastamento, por 180 dias, dos vereadores: e Adavilton Brandão.

O caso

A juíza May Melke determinou o afastamento dos vereadores já citados e de três ex-vereadores que hoje ocupam secretarias: Enelvo Felini foi exonerado da Secretaria de Municipal de Desenvolvimento Econômico E Meio Ambiente; Cleyton Martins Teixeira, Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento; e José Ademir Gabardo do cargo em comissão de Assessor de Serviços Especializados, vinculado à SEGOV, Município de Sidrolândia – MS.

O Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagraram a segunda fase da Operação Dirty Pix.


Foram presos: diretor do hospital municipal, Jacob Breure, a policial Cristina Rosa, e o assessor Júlio César Alves. Ainda foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nos Municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria, em Mato Grosso do Sul.


A investigação do Gecoc teve início a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, por convênio entre o governo de MS e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, entidade responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

Após a primeira fase da Operação Dirty Pix, em novembro de 2025, foram identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado.


Segundo a apuração, o esquema investigado atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.


Os policiais constataram que eram elaborados planos de trabalho contendo informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços, e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao núcleo investigado.


“Após o ingresso dos recursos públicos nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores foi desviada das finalidades previstas nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e interpostas pessoas”, diz nota do MPE.


Ainda segundo o Gecoc, as provas obtidas revelaram o abuso do poder financeiro da organização, utilizado para fins de impor práticas de obstrução às investigações em curso.

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