Dourados

'Hospital de campanha' contra chikungunya é desativado na Reserva Indígena

Estrutura montada em escola indígena na Aldeia Jaguapiru encerra atividades; casos seguem em nível crítico na cidade e na reserva

Os atendimentos vinham ocorrendo na quadra da escola Tengatui - Foto: A. Frota Os atendimentos vinham ocorrendo na quadra da escola Tengatui - Foto: A. Frota

O hospital de campanha montado na quadra da Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, na Aldeia Jaguapiru, foi desativado após pouco mais de duas semanas de funcionamento no enfrentamento à chikungunya na Reserva Indígena de Dourados. A estrutura realizou 941 atendimentos desde sua implantação, no dia 17 de março.

A decisão de encerramento foi tomada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena, responsável pela coordenação da ação emergencial, realizada em parceria com o Hospital Universitário da UFGD.

A maior procura pelo atendimento ocorreu logo após a abertura da unidade, com relatos de famílias inteiras apresentando sintomas típicos da doença, como dores intensas no corpo e nas articulações, além de náuseas.

Para dar suporte à demanda, profissionais de saúde de Campo Grande e Caarapó também foram mobilizados para atuar na reserva.

A estrutura contava com equipe multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, fisioterapeutas e psicólogos.

Com a desativação, os atendimentos voltam a ser realizados nos quatro postos de saúde da reserva, dois na Aldeia Jaguapiru e dois na Aldeia Bororó.

O hospital de campanha havia sido instalado, entre outros motivos, após danos no posto anexo à escola, causados pela queda de um galho sobre o telhado, o que comprometeu parcialmente os atendimentos no local. A estrutura já foi reparada.

Até o momento, não há previsão de reativação do hospital de campanha.

Apesar da desativação do hospital de campanha, a situação segue crítica em Dourados e na reserva indígena. Conforme o boletim epidemiológico mais recente, o município registra 2.053 casos prováveis, 1.074 confirmados, 392 descartados e 979 em investigação, totalizando 2.445 notificações e uma taxa de positividade de 73,26%.

Já na reserva indígena são 1.446 casos prováveis, 790 confirmados, 327 descartados e 656 em investigação, com cerca de 1,7 mil notificações. Até o momento, cinco mortes foram registradas, todas na reserva indígena, mantendo o alerta das autoridades de saúde para o avanço da doença.

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