OncoJuris

Operação contra desvios na saúde prendeu donos de farmácia e ex-servidores: confira a lista

Os desvios ocorriam por meio de decisões judiciais que determinavam o fornecimento de medicamentos de alto custo, especialmente fármacos oncológicos.

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Cinco pessoas, incluindo ex-servidores do Governo do Estado, foram presos durante a Operação OncoJuris, que investiga desvios milionários na Saúde em Mato Grosso do Sul. 

Foram presos os ex-servidores da Secretaria de Saúde, Guilherme de Oliveira Neto e Altair Malhada; o advogado Victor Guilherme Lezo Rodrigo; e os proprietários de Farmácia Reginaldo Pereira Santos e Luiz Henrique Marino. 

As apurações tiveram início em setembro de 2025, a partir de notícia de fato apresentada pelo Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), que evidenciaram a existência de um esquema sofisticado e estruturado, com divisão de tarefas e atuação coordenada em diferentes núcleos, voltado à obtenção indevida de recursos públicos.

Os desvios ocorriam por meio de decisões judiciais que determinavam o fornecimento de medicamentos de alto custo, especialmente fármacos oncológicos. 

As investigações apontam que, após a liberação de valores por decisão judicial, parcela expressiva dos recursos públicos era retida pelas empresas investigadas, com justificativa de “serviços de assessoria”, enquanto apenas fração reduzida era efetivamente utilizada na aquisição dos medicamentos.

Segundo a polícia, há indícios de fornecimento de fármacos sem registro na autoridade sanitária nacional, com inconsistências documentais, ausência de rastreabilidade e falhas no controle de transporte e armazenamento, circunstâncias que podem representar risco concreto à saúde dos pacientes.

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