Mesmo com a melhora nos indicadores oficiais, a sensação de insegurança ainda faz parte da realidade de muitos sul-mato-grossenses - Foto: Sejusp
Mato Grosso do Sul registrou redução nos principais índices de criminalidade entre janeiro e maio deste ano, conforme levantamento divulgado pelo Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Os números apontam queda em crimes contra a vida, contra o patrimônio e em ocorrências de violência sexual tanto na Capital quanto nos demais municípios do Estado.
Em Campo Grande, a redução mais significativa foi observada nos homicídios dolosos. O número de casos caiu de 71 para 51 em comparação com o mesmo período do ano passado, representando diminuição de 28,2%.
Os crimes sexuais também apresentaram retração. Os registros de estupro passaram de 295 para 246 ocorrências, uma queda de 16,6%. Já os casos de estupro de vulnerável diminuíram de 245 para 179, o que corresponde a uma redução de 26,9%.
Nos crimes patrimoniais, os roubos tiveram queda de 23%, passando de 691 para 532 registros. Os furtos também recuaram, saindo de 6.735 para 6.324 ocorrências, redução de 6,1%. Já os furtos em residências apresentaram estabilidade, com diminuição de apenas 0,3%.
Em todo o Estado, o cenário segue a mesma tendência. Os registros de estupro caíram de 1.014 para 868 casos, representando redução de 14,4%. Os estupros de vulnerável tiveram queda de 16,4%.
Os roubos apresentaram uma das maiores reduções percentuais, com recuo de 21,7%, passando de 1.175 para 920 ocorrências. Os furtos diminuíram 6,5%, enquanto os casos de violência doméstica registraram redução de 2,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Os dados refletem o trabalho integrado das forças de segurança pública, que têm intensificado ações de policiamento, inteligência e combate à criminalidade em diferentes regiões do Estado.
Apesar dos resultados positivos, especialistas ressaltam que a redução dos índices não elimina os desafios da segurança pública. Crimes como furtos e violência doméstica continuam registrando números elevados, enquanto a subnotificação ainda é considerada um fator preocupante, especialmente em ocorrências de violência sexual e agressões no ambiente familiar.
Outro aspecto observado é que, embora as quedas sejam relevantes, os indicadores ainda partem de patamares historicamente altos. Por isso, a consolidação dos avanços dependerá da continuidade das políticas de prevenção, repressão qualificada e fortalecimento das estruturas de atendimento às vítimas.
Mesmo com a melhora nos indicadores oficiais, a sensação de insegurança ainda faz parte da realidade de muitos sul-mato-grossenses, demonstrando que a redução estatística da criminalidade precisa ser acompanhada por mudanças perceptíveis no cotidiano da população.
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