Meio ambiente

MS fica fora da rota de impactos severos do El Niño, mas Pantanal mantém alerta

Avaliação nacional não aponta riscos extremos para todo o Estado neste semestre, embora incêndios florestais continuem entre as principais preocupações

Foto: Geone Bernardo/Semadesc Foto: Geone Bernardo/Semadesc

Mato Grosso do Sul não aparece entre as regiões brasileiras com previsão dos impactos mais severos do El Niño neste semestre. A avaliação foi feita por um grupo técnico nacional que monitora as possíveis consequências do fenômeno climático para orientar medidas preventivas e a aplicação de recursos públicos.

Enquanto algumas áreas do país podem enfrentar seca intensa e outras, excesso de chuva, a principal preocupação em Mato Grosso do Sul está relacionada aos incêndios florestais, sobretudo no Pantanal. O bioma sofreu episódios graves de fogo em 2020 e 2024.

A análise reuniu técnicos do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e Lasa/UFRJ (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Também participaram representantes da Casa Civil, dos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de Ibama, ICMBio e Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo.

Em Mato Grosso do Sul, os alertas ficaram concentrados no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, que abrange áreas de Bonito, Bodoquena e Jardim, e no Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, localizado na divisa com Mato Grosso.

O levantamento não colocou toda a região pantaneira na faixa de maior risco. Municípios como Corumbá, Miranda, Aquidauana, Rio Verde de Mato Grosso, Sonora e Coxim, por exemplo, não foram incluídos integralmente nos alertas apresentados.

Apesar da avaliação menos preocupante para o Estado, o monitoramento deverá continuar, principalmente por causa do risco de propagação do fogo durante períodos de estiagem e baixa umidade.

O governo federal ainda não anunciou um programa completo nem detalhou os recursos que serão destinados à prevenção dos possíveis danos provocados pelo fenômeno climático.

A FNP (Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos) encaminhou ao Ministério do Meio Ambiente, em 18 de junho, uma lista de reivindicações dos municípios. Entre as propostas está a facilitação do acesso ao Fundo Clima, que possui cerca de R$ 27 bilhões administrados pelo BNDES.

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