Policial

Operação prende 10 suspeitos de integrar quadrilha que causou prejuízo milionário em MS

Grupo é investigado por furtos em propriedades rurais, lavagem de dinheiro e receptação de produtos agrícolas

Dez pessoas foram presas durante ação da Polícia Civil em Brasilândia; organização criminosa é investigada por furtos qualificados, receptação e lavagem de dinheiro - Foto: Policia Civil Dez pessoas foram presas durante ação da Polícia Civil em Brasilândia; organização criminosa é investigada por furtos qualificados, receptação e lavagem de dinheiro - Foto: Policia Civil

A Polícia Civil de Brasilândia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), uma grande operação contra uma organização criminosa especializada em furtos qualificados em propriedades rurais e empresas do setor de celulose, além de crimes de receptação e lavagem de dinheiro.

Ao todo, dez pessoas foram presas durante a ação. Outras duas acabaram autuadas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e receptação de insumos agrícolas furtados.

Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava principalmente em áreas rurais ligadas ao setor da celulose e teria provocado prejuízos milionários às empresas da região. Apenas em 2024, uma das empresas vítimas registrou perdas superiores a R$ 1 milhão.

As investigações duraram cerca de um ano e envolveram trabalhos de inteligência e análise telemática de dados. Conforme o delegado responsável pelo caso, o avanço das apurações ocorreu principalmente após a apreensão do celular de um dos investigados no início de 2025.

Com autorização judicial, os investigadores tiveram acesso a informações que revelaram a estrutura e o funcionamento da organização criminosa.

“O objetivo da operação era prender integrantes de uma organização criminosa voltada à prática de furtos qualificados e lavagem de dinheiro. Os furtos ocorriam principalmente em áreas rurais do ramo da celulose e, somente em 2024, uma empresa teve prejuízo superior a R$ 1 milhão. Grande parte desses furtos foi praticada por esse grupo criminoso”, afirmou o delegado.

Ainda segundo a autoridade policial, os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos após autorização da Justiça.

“Foram aproximadamente um ano de investigações, com trabalho de resiliência e análises telemáticas de dados. Com autorização judicial, cumprimos mandados de prisão e busca e apreensão, obtendo êxito nesta quinta-feira com a prisão de 10 pessoas e duas autuações em flagrante por posse ilegal de armas localizadas durante as buscas”, destacou.

Durante a operação, os policiais apreenderam produtos agrotóxicos furtados, armas, munições e diversos veículos de alto valor.

Ao todo, 22 veículos pertencentes aos investigados foram apreendidos, avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão. Entre eles estão caminhonetes e veículos de luxo registrados, em alguns casos, em nome de terceiros, o que reforça as suspeitas de lavagem de dinheiro.

As investigações também apontaram que a organização criminosa contava com apoio de funcionários das próprias empresas vítimas. Segundo a polícia, colaboradores e motoristas responsáveis pelo transporte de trabalhadores forneciam informações privilegiadas, vídeos e localizações exatas dos produtos que seriam furtados.

Um dos suspeitos apontado como líder do grupo foi preso em Andradina. Outro investigado foi localizado e preso pela Polícia Militar em Pauliceia.

Já Márcio Alves de Menezes segue foragido e é procurado pelas forças de segurança.

“As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos, principalmente pessoas ligadas ao esquema de lavagem de dinheiro”, informou o delegado.

A operação contou com participação de mais de 40 policiais civis e militares, envolvendo equipes da Polícia Civil de Brasilândia, Anaurilândia, Bataguassu, Santa Rita do Pardo, GARRAS, DELEAGRO, DERF, além de policiais civis de Andradina, Polícia Militar de Brasilândia, Força Tática de Três Lagoas e Polícia Militar Rural.

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