CAMPO GRANDE

Fusca azul de 1973 vira “terror” da criançada ao passar perto de escola

Carro é o xodó de Endrius e faz alunos apontarem e darem tapas nos colegas devido à famosa brincadeira

Endrius comprou o Fusca azul a cerca de 1 anos e usa o veículo no dia a dia de trabalho. (Foto: Clayton Neves) Endrius comprou o Fusca azul a cerca de 1 anos e usa o veículo no dia a dia de trabalho. (Foto: Clayton Neves)

Quando o Fusca azul de 1973 do Endrius Chaves aparece na rua, principalmente perto de alguma escola, a reação da criançada é imediata e logo apontam para o carro, gritam “Fusca azul” e começam a dar tapas nos colegas.

“Na frente de escola, principalmente, é o terror dos alunos. De longe já dá pra ver a galera apontando e dando tapa no colega. É engraçado e bem legal”, conta Endrius, de 36 anos.

Tudo acontece por causa da tradicional brincadeira do “Fusca azul”. A regra muda um pouco de geração para geração, mas a versão mais conhecida diz que quem avistar primeiro um Fusca dessa cor pode dar um tapa no amigo.

Com o carro azul circulando pelas ruas, Endrius acabou se tornando, sem querer, o responsável por colocar a brincadeira em ação.

O Fusca está com ele há cerca de um ano e é usado até mesmo para ir e voltar do trabalho. O veículo não é o único carro da garagem, mas ocupa um espaço especial na vida do dono.

Tanto que, em uma das janelas, Endrius colou dois adesivos que resumem a relação com o clássico do qual ele não abre mão. “Último dono” e “Esse é o meu brinquedo”. O amor é tanto que o veículo ganhou até uma versão em miniatura encomendada pelo dono.

Segundo o proprietário, o interesse por automóveis começou ainda na adolescência. Ele sempre gostou de carros, motores e chegou a colecionar revistas antigas especializadas. Quando decidiu comprar um veículo clássico, o Fusca se destacou pelo valor mais acessível e pela história que carrega.

Entre as cores, Endrius queria um modelo branco ou azul. Quando encontrou o Fusca de 1973, não pensou duas vezes para comprar. “Quando apareceu esse azul e eu pude ver o carro de perto e negociar, não pensei duas vezes. Deu certo e comprei”, lembra.

Além da cor, o formato arredondado e o barulho característico do motor fazem o carro chamar atenção por onde passa. Para Endrius, o Fusca desperta uma memória afetiva que muitos veículos modernos não conseguem provocar.

“Hoje você vê uma Porsche, uma BMW e outros carros pela cidade, mas, quando passa com o Fusca, vem aquela nostalgia, aquela memória. As crianças apontam e já conhecem”, diz.

O modelo também costuma despertar curiosidade. Muitas pessoas perguntam o ano, elogiam a conservação e querem saber detalhes sobre o veículo.

Para Endrius, esses encontros tornam os dias mais leves. Ele chegou até a pensar em chamar o Fusca de “Dopamina”, por causa da sensação de felicidade que sente ao dirigir.

“É algo que te dá prazer. Às vezes, você sai em um dia que não está tão legal, entra no carro e já muda. Você para no semáforo, alguém elogia e pergunta de que ano é. Isso acaba tornando o dia melhor”, afirma.

Com mais de 50 anos, o Fusca segue fazendo sucesso entre diferentes gerações. Para alguns, é lembrança de família. Para outros, é um clássico cheio de personalidade.

Já para a criançada, o aviso de que é melhor ficar esperto, porque o Fusca azul está chegando. “É um carro que tem história e mesmo depois de tantos anos, continua despertando curiosidade e chamando atenção”, finaliza.

 

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